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terça-feira, 10 de novembro de 2009

PENSO DO MODO QUE PENSO

PENSO DO MODO QUE PENSO
Por Pastor Eliy Barbosa
Durante a vida, cada pessoa passa por sentimentos variados que caracterizam o que ela é: uma criatura. Parafraseando a máxima de Descartes pode-se afirmar: “Existo, logo penso. E penso do modo que penso porque sou o que sou, uma criatura”.

Por esta razão, como registrou o comentarista João de Oliveira, o entendimento humano “além de ser insignificante, é deturpado por causa da natureza adâmica, além de mal dirigido, em comparação com a mente de Deus. Nosso mal consiste muito em querer julgar a Deus, e querer compreendê-lo com a nossa mente terrena, humana, defeituosa e afetada pelo pecado e seus males”.

Como conseqüência, o Reverendo Ricardo Barbosa cita que “muitos acabam vivendo de forma limitada e às vezes medíocre, porque sua visão do mundo e compreensão da realidade é condicionada pelas percepções igualmente limitadas impostas a todos nós pelo pecado”.

A Bíblia afirma que muitos possuem uma visão tão limitada quanto as orientações e informações que recebem, que pagam um alto preço: não crescem, não produzem frutos, não amadurecem, sua existência e seu universo são limitados e pequenos (Jeremias 17.5-9).

Somente sob esta óptica é possível encontrar as origens das “invenções” da ciência. A ciência não deveria “inventar”, ela deveria descobrir, analisar e pesquisar. Se for considerado que uma hipótese, que não pode ser testada quantitativamente através de experimentos, sempre será uma hipótese; então não deveria haver na ciência, espaço para o subjetivismo na interpretação de suas idéias. Não deveriam existir hipóteses maravilhosas ou vulgares, mas simplesmente verdadeiras ou falsas.

Apesar da obra e avanço da ciência serem grandiosos (em geral externados por construções teóricas bem elaboradas), ela continua repleta de argumentos pretensiosos e inverossímeis. Fato lamentável para quem pretende ser a língua oficial universal para todas as comunidades.

Mas a Bíblia, ao mesmo tempo em que revela a futilidade de se prender a criação, demonstra que não é simplesmente a razão que separa o homem da fé. Pois nem todos os empenhos da razão conduzem unicamente ao erro.

Conforme expressou Antônio N. Mesquita, “hoje só a estreiteza do dogmatismo ou a pressa de alguns sábios poderá fazer reviver o conflito entre a Bíblia e a ciência”. Em “De divisione naturae” (escrito em 5 volumes), Scoto Erigena afirmou que é impossível haver contradições na verdadeira razão.

Existe uma mutabilidade essencial em cada pessoa. Embora todos criados sem distinções, acabam diversificando-se em função do livre-arbítrio. Orígenes acreditava que as emoções estão subjugadas/sujeitas ao juízo racional. Mas onde há razão também existe a liberdade de escolha, porém escrava da concupiscência. São os impulsos da concupiscência que alcançam a vontade e determinam os desejos.

E somente o Espírito de Deus pode fazer o homem totalmente livre. Pois a razão pode desaprovar e rejeitar o que lhe desagrada, bem como aprovar e reter o que lhe agrada; mesmo assim nem sempre governa as ações.

É impossível negar que a visão que temos da vida está mais relacionada com as emoções do que com uma análise racional da realidade. De certa forma, emocionar-se é reagir à vida e expressar-se diante do que ela oferece. Mas junto com as emoções estão as imaginações e desejos. Por isso supondo-se extremamente racionais, os homens refugiam-se em um mundo de fantasia.

19 Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.

20 Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,

21 Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. (Romanos 8.19-21)

Trecho do livro "O Pai da Razão", terceiro livro da série Bereshit, do Pastor Eliy Barbosa
 

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