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segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Lugar Para Se Humilhar

Por Pastor Eliy Barbosa

Pela manhã nosso Pastor se levantou como o Sol, para nos aquecer e alimentar. Com certeza a maioria de nós teve uma noite maravilhosa. Como seria bom continuar a jornada! Aquela Estrada do Primeiro Amor terminava no Aprisco Celestial.

Deliciosos sentimentos haviam começado a me invadir quando, de repente, nosso Pastor saiu da Estrada Principal e entrou em uma trilha sinuosa...

A trilha nos levava para baixo. Não levava somente meu corpo, mas também meu ânimo. A paisagem também começou a mudar. Aos poucos perdia cores e vida. Tons cinzentos estavam em todos os lugares.

Logo a desconfiança e o medo me dominaram. Onde estava o amor? Observei a paisagem para ver se estávamos muito longe da Estrada do Primeiro Amor. Foi ontem, justamente ontem, que eu estava vendo claramente todas as coisas. Agora eu me encontro insegura. Não conseguia mais ver a Estrada do Primeiro Amor! Sabia que sozinha, através da escuridão, jamais conseguiria encontrar o caminho de volta para a estrada...

Fiquei espantada porque muitas ovelhas não perceberam que estávamos longe da estrada e que este lugar era diferente. Algumas estavam sérias. Outras se comportavam como se estivessem em um passeio. De qualquer maneira o querer da nossa natureza deveria ser corrigido, para que pudéssemos obedecer sempre ao Pastor, por onde quer que Ele fosse.

Procurei Pureza. Ela estava muito ocupada com suas novas amigas para conseguir ver para onde estávamos indo. Também... Destaque lhe prendia a atenção, Liberdade zombava de tudo e Segredo... Segredo tinha uma expressão mórbida.

Continuamos descendo e tudo que conseguia enxergar era uma grande e escura mancha no final da trilha. Parecia que o lugar para onde nós estávamos indo ficava a quilômetros de distância, escondido no coração da terra.

A mancha começou a ganhar forma... Era um lugar sombrio... O ar era frio e úmido... Eu respirava escuridão. Me vi envolta por um denso nevoeiro, roçando minha pele... Senti um calafrio... Parecia que estava numa sepultura: nada tinha vida ou valor. Olhei para a escuridão e me senti nauseada. Havia trevas nos meus olhos e uma inquietação dentro de mim. Aquele lugar fazia meu estômago revirar, me deixando mais fraca e inútil do que nunca... Era o Vale da Humilhação!

- Será que Ele sabe para onde estamos indo? – perguntou Liberdade.

- Sei lá, só sei que este lugar é... – respondeu Destaque.

- Horrível! - foi a resposta rápida com suas vozes irritantes em coro.

Sem dúvida elas não eram boas companhias para Pureza. Parece que tudo ao redor delas era tocado por egoísmo e dúvida! Será que elas não sabiam que ninguém precisa tirar a alegria dos outros para ter a sua própria felicidade? Olhei para trás, mas só conseguia ver Segredo. Havia algo de errado com ela, que ia além da minha implicância. Seus olhos angustiados e os passos pesados revelavam um coração que estava sendo esmagado dentro do peito...

O Vale da Humilhação nos faz descer aos níveis mais profundos da humilhação. Aqui era de fato um lugar para esquecer os nossos direitos de viajar pela estrada principal. Mesmo atravessando um lugar triste e perigoso, que muitas não conseguiram suportar, resolvi seguir o Pastor com a mesma confiança.

Entretanto muitas continuavam a seguir o Pastor no Vale da Humilhação porque tinham medo de se perder e morrer. E a obediência por medo é sempre uma situação terrível. Era a motivação errada. O Pastor queria nos mostrar que ao segui-Lo podíamos aprender a viver, e não apenas a morrer.


Trecho do livro "A Voz da Ovelha" de Pastor Eliy Barbosa - Igreja Cristã Plenitude

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