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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Rumo Ao Arrependimento

Por Pastor Eliy Barbosa

Quando o sol da manhã tingiu de azul o céu, todas pareciam que continuavam encantadas com os acontecimentos do dia anterior. Havia risinhos ansiosos em nossos lábios com a jornada para o novo aprisco.

Confesso que senti vontade de dormir mais um pouco. Vivia cansada e geralmente não dormia bem. Mas naquela noite tive um sono tranquilo. Logo abandonei a idéia pensando no emocionante dia que teríamos.

Seguindo nosso Pastor aos poucos nos afastamos do aprisco, rumo à Estrada Principal. Rumo!? Estávamos na verdade a beira da Estrada Principal. A Estrada Principal ou, como preferem alguns, a Estrada do Primeiro Amor, era um sonho para qualquer viajante: repleta de árvores cujas copas nos protegiam do sol escaldante... fontes de água refrescante... recantos para se descansar...

A jornada seria fácil e confortável, por isso passei a confiar mais em nosso Pastor. Pureza que sempre foi alegre, neste dia estava com o rosto extremamente radiante de felicidade. Ela até fez amizade com outras ovelhas: Segredo, Destaque e Liberdade.

- Existe realmente um aprisco celestial?

Foi a primeira coisa que Destaque me falou. Antes que pudesse responder alguém se antecipou:

- Não pense nisso, aprecie somente este confortável caminho.

Era Liberdade. Resolvi me afastar delas, sem responder. Gostava de ver Pureza feliz, mas não me senti à vontade junto de suas novas companheiras. Tive a impressão que em volta delas havia sempre ventos de mexericos, elogios insinceros e distorções. Acho que Pureza percebeu isso. Será que foi por causa do sorriso amarelo que dei quando ela me apresentou suas amigas?

A pergunta de Destaque e o comentário de Liberdade não me perturbaram. “Independente de suas faltas de expectativa a realidade não mudaria”. Não importava. Eu acreditava na Palavra do Pastor e queria agir tendo somente Sua Palavra como base. Naquele momento eu não precisava de nenhuma outra prova para ir em frente. Porém me incomodava pensar que elas poderiam influenciar Pureza. Precisava aconselhá-la:

- Amiga, não se esqueça que fomos compradas com uma esperança. Sinto que pela primeira vez temos a esperança de um futuro... Até agora nossa vida tinha sido apenas uma sequência de dias vazios, extremamente difíceis de serem preenchidos. Se somos, como dizem, a soma de nossos dias vividos, então até agora não vivemos!
Pureza piscava, tentando acompanhar os pensamentos que de mim jorravam:

- Estes dias faziam parte de um enorme vazio, que apesar de se chamar passado, nunca passava e devorava o nosso futuro... Era como se estivesse esticando um presente que não tinha futuro... E o nosso futuro? Você acha que alguém pode encontrar o futuro no deserto? Ah... Aquele futuro agora não passava de um inimaginável passado...


Uma lágrima silenciosa calou a minha voz e tocou o meu coração. Subitamente eu fiquei muito, muito sensível. As palavras não vinham aos meus lábios, estavam presas em minha garganta. Cheguei a pensar que o Pastor era o futuro... O que estava acontecendo comigo? De onde vinha este estranho sentimento de compaixão? Aquela estrada me levava ao arrependimento. Como pude andar tanto tempo no deserto, longe da Estrada do Primeiro Amor?


Trecho do livro "A Voz da Ovelha" de Pastor Eliy Barbosa - Igreja Cristã Plenitude

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