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domingo, 6 de junho de 2010

Não Ouça a Voz do Inimigo

Por Pastor Eliy Barbosa

O deserto estava em chamas naquela tarde. Fazia um calor infernal. Era uma tarde como qualquer outra. Sem esperança, sem futuro, sem amor. “Realmente, a vida nunca muda...” Um vento quente e abafado trazia nuvens de poeira que nos sufocavam. Pureza que estava tão suja quanto eu, tinha a expressão de um animal cansado.No entanto, hoje, muitos cristãos efetivamente têm corações conturbados e efetivamente vivem com medo. Sei, pelas cartas que são enviadas ao nosso ministério, que muitos crentes estão secretamente contaminados por pânico, agitação, e noites sem dormir.

Fazíamos parte de um bando de ovelhas desleixadas, que vivia um íntimo e permanente relacionamento com as moscas. Já estávamos a tanto tempo neste deserto que parecia que fazíamos parte da paisagem: sem vida, sem distinções, anuladas... E a maioria de nós continuava indiferente, dominada pelo engano, não percebendo o profundo estado de miséria em que vivíamos.

“Ele era o que era”, diziam os "advogados de Belial". E esse “seu ser” trazia consequências visíveis! Meu corpo revelava uma criatura cansada, faminta e Pureza era só ossos. Dava até vontade de chorar. E onde encontrar lágrimas? Nenhuma de nós tinha mais lágrimas. Nossa aparência e sensação eram de desgaste, desencorajamento, de abandono. Mas no fundo do nosso coração, algo em nós clamava por purificação, por separação e renovação completa.

Não éramos alimentadas. “Fracas e esqueléticas...” Com este quadro de privação, Pureza e eu nos tornaríamos presa fácil para qualquer inimigo! E como chegamos a essa situação?

Quando conhecemos Belial, ele ostentava o charme do bom moço, de sorriso afetuoso. Quantas palavras bonitas vestidas de elegância havíamos ouvido de sua boca! Foi a abordagem de um sedutor. Um sedutor à caça das melhores ovelhas. No começo tudo que Belial fazia era marcado por uma confusa mistura de Graça e ambição desmedida. Em certos momentos era afável, cheio de delicadeza e educação. Mas em outros procurava levar vantagem em tudo e tratava de alguns assuntos com uma superioridade esmagadora.

Este foi o primeiro passo para a situação que estamos agora, no deserto; esta foi a primeira concessao em direção a escravidão: ouvir a Belial.

Nós nos permitimos escravizar. Ele seduziu as ovelhas para o deserto e a escravidão. Então se revelou. Não era um sedutor pastor, era um astuto caçador: ia sempre atrás das mais preciosas e amadas ovelhas. Foi com Belial que conhecemos o fim da inocência.

E agora como não temer? Belial era um homem enorme, de presença imponente e comportamento intimidador... Logo sua perversão e corrupção revelaram um homem cujo rosto normalmente não mostrava emoção alguma, de olhar frio e voz gelada.

Vivíamos sempre descontentes. Em geral, esta situação nos deixava assim. Na verdade, era sempre esta situação. Me sentia impotente frente à desgraça que vivia. Era incapaz de sozinha encontrar uma solução para o meu drama. Então, por que ficávamos? Estávamos tão abatidas a ponto de desistir da própria vida.

“É...” Parecia ser apenas mais uma longa tarde quente, cheia de poeira e moscas... O que ninguém podia imaginar era que a contagem regressiva da misericórdia já havia começado. A vida estava para chegar! Seria o último dia de escravidão e eu não sabia.



Trecho do livro "A Voz da Ovelha" de Pastor Eliy Barbosa - Igreja Cristã Plenitude

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