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terça-feira, 13 de julho de 2010

O Servo de Mãos Vazias


Por Pastor Eliy Barbosa

Vivemos em uma época de desânimo. Talvez nunca tivemos tantos registros e relatos de cristãos que estão deprimidos, oprimidos e sobrecarregados. Pessoas que buscam a Deus, mas não alcançam as Suas bênçãos. Em seus corações elas dizem: “Onde está Deus? Eu oro, mas a minha oração parece não passar do teto. Quando falo do amor de Deus é como se minhas palavras não alcançassem os ouvidos das pessoas. Eu leio a Bíblia e obedeço à Sua palavra.”

“E por que me sinto tão vazio e frustrado? Por que as promessas que prego não vêm sobre minha vida? Por que Deus me persegue?”. Por quê? Simplesmente porque essas pessoas têm um relacionamento errado com Deus!

Esta crise do indivíduo está permeando as famílias, como crises financeiras, lutas conjugais, impotência frente à rebeldia dos filhos. Além dos desacertos emocionais que levam as pessoas a buscarem refúgio em relacionamentos fadados a tragédia. E esta crise da família afeta a Igreja.

O ambiente de frustração é o mais fecundo campo para a desilusão. E uma vida sem propósito ou a ausência de frutos na vida cristã aumentam a exaustão e a fadiga frente aos desafios da vida. Encontramos no lugar de vidas abundantes, cristãos cansados, esgotados, reduzidos a nada. São vidas, famílias e ministérios inteiros esmagados!

Para essas pessoas, a vida cristã é como se houvessem ajuntado todas as suas economias para comprar um “produto” que poderia ser a solução para todos os problemas e a porta de entrada para todas as bênçãos. Contudo, para obter esses resultados precisavam de tempo para se familiarizarem com o produto, de uma prática constante para confiarem nos resultados e de alguma paciência para verem efeitos permanentes.

Mas esse “produto” não funcionou como esperavam. “Investimos tudo nEle”, justificam alguns. “Foram meses de dedicação e confiança”, lamentam outros.

E hoje, quando estas pessoas são indagadas sobre onde está esse “produto”, onde está Deus em suas vidas, elas apontam o armário de sua existência: “Deixamos Ele sempre guardado, para o caso de precisarmos. Tentamos sinceramente de todas as formas, mas era muito complicado lidar com Ele. Chegamos a ter medo que Ele pudesse nos causar algum dano enquanto O utilizávamos. Um dia, quem sabe, quando tivermos mais tempo ou dinheiro, Ele possa funcionar melhor”.

Talvez você se identifique com esses sentimentos. Talvez você olha para a sua vida e vê determinação e fidelidade para as quais não houve retorno. A recompensa não vem e o que Deus lhe dá nunca é suficiente. O relacionamento com Ele é sempre pesado e desgastante.

Se você se sente assim, então você é um dos servos da Parábola dos 10 Talentos (Mateus 25.14-30).

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“O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregado e pôs para tomarem conta da sua propriedade. E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar.

O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão.”
(Mateus 25.14-18)

Nesta parábola Jesus retrata a vida cristã e o relacionamento com o patrão de três empregados diferentes. Nela, o patrão ou senhor é Deus e os servos ou empregados representam aqueles que foram tocados pela Palavra, os que trabalham no Reino de Deus.

Todos aqueles homens foram escolhidos pelo próprio senhor em função da confiança que depositava neles e da capacidade de administração de cada um (Mateus 25.15). Não havia nenhum engano ou incerteza na escolha, aquele senhor conhecia seus servos.

Deus sempre conhece seus servos intimamente (Jó 2.3) e é Ele quem concede os recursos. Por isso entregou ao primeiro 500 moedas de ouro (cinco talentos), ao segundo 200 moedas de ouro (dois talentos) e com o último deixou 100 moedas de ouro (um talento).

Para dois daqueles servos o encontro com o seu Senhor, quando do Seu retorno, seria motivo de alegria e de festa. Mas para o terceiro seria motivo de pesar. E foi isso que aconteceu. Quando encontraram com o Senhor, aqueles dois primeiros servos apresentaram os resultados esperados. O primeiro que havia recebido 5 talentos agora possuía 10. E o que havia recebido 2 agora estava com 4 talentos!

Não há registro de que eles reclamaram da dureza da região em que estavam e nem dos trabalhos exaustivos e solitários aos quais foram submetidos. Não houve lamúrias pelas noites em que se derramaram na presença do Senhor, nem das idéias muitas vezes confusas quanto a orientação de Deus para as suas vidas.

Não foram citados os problemas psicológicos e emocionais que enfrentaram, os quais lhes encheram de medo, ansiedade, solidão e frustração. Não alegaram a falta de tempo e de recursos financeiros para a realização da obra. E nem contaram histórias apavorantes e assustadoras de como o Diabo andou rodeando e rugindo em volta deles.

Aqueles homens tinham uma vida vitoriosa, pois criam em duas coisas: no chamado de Deus para a vida deles e na visão profética que Deus lhes havia dado.


Trecho do livro "Tire Deus do Armário" de Pastor Eliy Barbosa - Igreja Cristã Plenitude

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