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segunda-feira, 4 de março de 2013

Papa Bento XVI – A semelhança de Cristo


Por Pastor Eliy Barbosa
Disse Jesus: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça.” (João 15.16).

Está aqui uma ordem que não podemos ignorar: vão e dêem fruto. Cada um de nós possui somente a sua própria época, a sua geração para dar fruto, o que inclui anunciar o Evangelho. “Eu vos escolhi a vocês e vos nomeei para irem”: a missão é somente SUA, de mais ninguém, a nomeação é individual. Porém “vão e dêem fruto” é muito mais do que trazer almas a Cristo.

O fruto prometido e convocado por Jesus é a própria semelhança de Cristo. As varas, os ramos não podem dar fruto quando separado da planta, somente podem reproduzir aquilo que recebem da videira. Da mesma maneira, nós que estamos na Videira fomos chamados para viver nela e dar muito fruto, chamados para uma permanente união com a Videira, chamados para uma ininterrupta semelhança com Cristo.

Caso os ramos da videira não tenham mais vigor e não fluam a vida que há nela, secam, se tornam totalmente inúteis, perdem qualquer propósito em existir. Da mesma maneira, caso eu não tomar o cuidado de viver em Cristo e deixar Ele viver em mim; caso a semelhança de Cristo não esteja no meu coração; caso eu não prossiga me tornando como Ele, então minha vida se tornou vã! Perdi absolutamente todo o propósito de Deus para minha vida.

Ninguém é capaz de cumprir o propósito de Deus através de coisas que faz para o Reino. Ou que pensa que faz para o Reino. Nenhum cargo eclesiástico, nenhuma obra assistencial, nenhuma música, nenhuma pregação, nenhuma construção de tempo; nada disso pode substituir aquilo que devo me tornar nEle.

Se tornar a semelhança de Cristo não tem a ver com o que alguém faz em sua atividade ministerial ou religiosa. Quanto mais envolvido somente com uma denominação ou religião, mais institucionalizada e religiosa a pessoa se torna.

E isto muitas vezes é difícil de se entender: conseguir ver que por mais real que o envolvimento com a instituição possa ser para alguém, isso não é dar frutos! Veja a renúncia do Papa Bento XVI. Muitas coisas foram faladas sobre a renúncia do Papa com especulações que vão de seu estado de saúde até mesmo corrupção, mau uso do dinheiro, disputa por poder, pedofilia, homossexualidade e promiscuidade dentro da igreja católica.

Olhamos para a igreja católica e vemos o que está na superfície, tudo o que é visível – os rituais, os símbolos, os tipos – mas isso pode não ser a verdade. Olhamos para os homens que foram escolhidos como seus líderes e pensamos que foram colocados por lá por serem espirituais e santos – mas eles podem estar lá por outros motivos.

O que enxergamos com os olhos naturais e, sem sabedoria, perdemos o significado de tudo. É que a semelhança de Cristo tem a ver em ser transformado, renovado, recriado, ressuscitado por Sua justiça. Sua imagem e semelhança O torna Senhor universal do meu corpo, espírito e alma. Sua imagem e semelhança O torna líder, cabeça da Igreja.

Qualquer tipo de semelhança é formada a partir da interdependência que existe na relação. A interdependência tende a gerar um comportamento reflexo, que responde conforme os estímulos do meio ambiente. E são diante dos estímulos inusitados e extra-ordinários de nosso espaço vital que refletimos aquilo ao qual nos tornamos interdependentes.

Pensando na renúncia do Papa Bento XVI vejo um homem que não conseguia mais refletir a interdependência que havia com a igreja católica. Um líder que não refletia as expectativas de uma instituição, por um lado, somente superficial nas coisas e ávida por respostas rápidas e, por outro lado, de coração dividido, emaranhada com as ocupações políticas, financeiras e carnais – uma parte busca o Senhor e outra a contemporaneidade do mundo.

E essa interdependência vai além da relação da Igreja com seus líderes. O que Bento XVI via nos seus irmãos de clero? Como ensinam as Escrituras: é bom, suave e agradável quando temos uma vida de comunhão com nossos irmãos (Salmo 133.1)! Pois é nos nossos irmãos que também podemos encontrar o nosso Senhor e passarmos um tempo com Ele através deles! Sim, irmãos ligados por uma linha comum, pela presença do Senhor!

Isso é possível pois cada um dos nossos irmãos está ligado na Videira e dela recebe o fluxo de vida. Ninguém, absolutamente ninguém, pode dar aquilo que não possui: “porque sem Mim nada podereis fazer" (João 15.5). Cada filho de Deus é moldado e conformado a imagem do Seu Filho. E quando vivemos em comunhão nos tornamos “um povo que é uma manifestação universal do Cristo glorificado com a glória do Pai” (“Cristo – tudo e em todos!” T. Austin-Sparks). Você consegue alcançar o privilégio que isso significa? Isto realmente é algo para o qual vale a pena ter nascido!

Não estou aqui direcionando um ataque ao Papa Bento XVI ou a igreja católica. Claro que você pode olhar para a minha vida e enxergar muitas coisas que não refletem o Senhor. Neste momento você pode estar enxergando o meu eu, os meus sonhos, os meus desejos. E para dar fruto é necessário que com o passar dos dias eu tenha crescido bem pouco enquanto Jesus tenha um virtuoso crescimento em mim.

Realmente você pode encontrar em mim insatisfação, ansiedade e irritação. Minha natureza humana, minha carne é obsessiva em seus erros, absorve as forças da minha fé, me faz tropeçar em meus desejos. E para dar fruto é preciso se enxergar pequeno aos seus próprios olhos, e ver assombrando quão grande é o Senhor Jesus. Para dar frutos é preciso abrir mãos de títulos, honrarias, cargos e tudo o que rouba a glória do Senhor e exaltem somente o eu. E, em alguns casos, para voltar a dar fruto é preciso ter o mesmo princípio do Papa Bento XVI e renunciar!

“Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.” (João 15.8).

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